O Novo Acordo Ortográfico foi assinado em Lisboa, capital portuguesa em 16 de dezembro de 1990 por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. Timor Leste veio a aderir após conquistar sua independência da Indonésia em 2004.
No Brasil, a nova ortografia foi aprovada pelo Decreto Legislativo n. 54 de 18 de abril de 1995 e sancionada em cerimônia na Academia Brasileira de Letras no dia 29 de setembro de 2008, data que marcou o centenário da morte do escritor Machado de Assis.
As novas regras adotaram o critério da flexibilidade: tentou-se encontrar um consenso entre as versões brasileira e portuguesa do idioma quando foi possível e foram mantidas as duas redações oficiais quando não foi possível.
A principal motivação do Acordo está no fato de que o português era o único idioma do mundo a ter duas ortografias oficiais: a brasileira e a portuguesa, seguida também pelos países africanos. Essa ocorrência atrapalhava a visibilidade da língua, mesmo ela sendo o sétimo idioma mais popular do planeta e o terceiro de origem europeia em número de falantes.
O documento que define a nova ortografia é formado por 21 bases e foi definido em discussões que começaram em 1986 e se estenderam ate 1990, contando com representantes dos sete países que faziam parte da comissão original.
No Brasil, foram alteradas principalmente as regras de acentuação e hífen, já os portugueses perderam as consoantes mudas de algumas palavras.
Essa não é a primeira vez que Brasil e Portugal tentam acabar com as diferenças entre as ortografias das duas versões da língua.
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